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Dor

Como certas dores poderiam ser como um machucado de criança sapeca que apronta, e depois vem correndo pros braços da mãe chorando, e quando a mãe acalenta e assopra o machucado tudo se acalma e todo o sofrimento e a dor desaparecem. Pena que certas dores não terminam com sorrisos e beijos de criança sapeca que tem vontades que corre risco sem ter a noção do perigo.
Queria eu ter essa inocência e me arriscar a correr todos os riscos e se não desse certo a dor seria só um pouquinho duido e nada como um assopro de mãe para passar. Mas essa dor é muito forte o coração está estraçalhado, o que me resta são apenas lembranças de gestos delicados e palavras saborosas de se escutar, olhares de cumplicidades entendidas entre os dois, lindos jardins perfumado e florido que só os dois eram capazes de evidenciar em cada noite compartilhada com o mais puro e belos sentimentos, que não precisava ser falado e sim sentido.
Mas no final o que se tem é um corpo estendido na cama com olhos cheio de lagrimas e lembranças do que um dia foi vivido, até a tempestade chegar e como o vento levar tudo o que um dia parecia que fosse seu. O que agora se escuta no quarto é apenas silencio e gemidos de dor que insiste em permanecer naquele corpo que antes só tinha alegrias. Com o tempo a paz vai voltar e as feridas vão cicatrizar.
E a única certeza vai fazer parte de toda a minha vida. Que só é criança uma vez, e as dores sentidas quando se é criança não tem comparação o assopro de mãe não adianta não acalenta, mesmo que o carinho de mãe seja um grande e maravilhoso auxilio nessa hora. Mas não faz passar a dor, a magoa, à raiva, que às vezes não queremos sentir, mas ela insiste em permanecer, como as mães sempre falam só o tempo é capaz de curar tudo nessa vida.
Estou falando da dor que todo ser apaixonado já passou ou um dia vai passar se perder um grande e maravilhoso amor.

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